quinta-feira, 31 de maio de 2012

She Chose Down

She got home from dreams
With an old book in her hand
And a tale in her heart
No one could understand

So she wished for the worst
But how could’ve she known
Her wish would come true
The tale was her own

And when he came and offered her the world
She wanted to take it all back, every word

But it was already too late
The story had already begun
Into the labyrinth she rushed
To take back the little one

And since he loved her so much
The owl, the king of time
He’d make it all for her
To match what’s in her mind

But all the things he did, she never realized
Be a slave to be a queen, she thought it wasn’t right

So she chose down
And down she went falling
And she chose down
Not a thousand hands would stop the fall

‘You wanted me to be cruel, I was
You wanted me to be fearsome, I was
I did it all for you
It was all for you’
He’d say as the world dissolved around them
And as they stood in frozen time, she refused him
‘You have no power over me
You have no power over me’

Then she chose down
And down she went falling
And she chose down
In the face of all he promised
She just chose down
He’d continue her story
But she chose down
And not a thousand hands would stop her fall


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Para reviver nosso blog, escolhi esse poema que fiz baseado no filme Labirinto, com David Bowie e Jennifer Connelly. Escrevi o dito cujo em 04 de fevereiro de 2006.

PGGava.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Nem me lembro mais

Nem me lembro mais

Nem me lembro mais quando surgiu esse interesse. Provavelmente foi vendo minhas irmãs mais velhas no quarto à frente do espelho, passando horas e horas se maquiando. O fato é que há sete anos coleciono bonecas. A beleza das bonecas é eterna, e nem rugas e cabelos brancos estragam sua imagem.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

2012

Por que infeliz?
Por que descontente?
O ano começa, o último ano,
Quem sabe, de angústia e dúvida,
De dor e dureza,
De mundo, talvez
Pode bem ser
E se acabar?
A infelicidade, o descontentamento
O sentimento dilacerante do grito que corre retorcido até a garganta
E morre
A vontade imensa de ser feliz
Estar feliz
Agora, não depois
E se acabar?
Devo esperar?
O mundo é duro, e se ele acabar primeiro
Antes da dor e da dúvida
Rezo com todas as forças
Para uma força maior do que eu, do que o mundo,
Que eu nem sei bem como é
Ou se é
Para que haja um lugar mais macio
Mais feliz e satisfeito
Do que dentro da minha cabeça agora
Que comece o último ano, e que termine também
E que seja diferente
Melhor, de preferência
Se não for pedir demais


PGGava.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

In-Soneto


In-Soneto

Tento, retento e tretento escrever,
Mas o soneto, em sua forma nobre,
Sofre e se cobre de minhas rimas pobres,
E cai em dúvida sobre o que ser.

E vira um errante poema talvez,
Linhas irregulares, que em sua vez,
Faltam ou sobram em certa fluidez,
E viram uma massa disforme.

Um dia, compreenderemos, quem sabe,
Versos e aquele que os ousa reunir,
Nós, em nossas humildes metades,

Não precisaremos mais fugir,
E seremos completos mesmo que algo, por ventura, falte-nos.

Braulio A. Freire

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Reflexão

Reflexão

Você, que sempre me olhou nos olhos,
E riu, e chorou comigo,
Diga-me.
Aponte, acene com a cabeça.
Sorria-me uma vez mais o horizonte.
Sempre o fez.
Encontro-me em desencontro.
Não tema dizer-me a verdade,
Pois entre nós há um pacto.
Sabe que os conselhos e palavras de consolo que arrisco são, em primeiro lugar, para você.
Fala.
Mesmo que sua voz saia muda, fala.
Se hesito agora, é porque você nada diz.
Mas, não procuro culpados.
Busco espasmos, caretas, qualquer contorção em sua face que me diga que não é indiferente.
Mesmo vendo-nos tão pouco, sei todos seus gestos,
E sei quando você não sabe.
E você não sabe.
Como poderia?

Levantemo-nos, então, e andemos.
Dê-me sua mão e, juntos, descobriremos, um dia, tenho certeza.
Até lá, continuamos os dois errando pela Estrada.


Braulio A. Freire

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Efêmera

Efêmera

Abrimos os olhos, mais uma vez
Na esperança de termos um dia melhor.
Uns mais positivos, outros mais negativos; todos continuamos nossas lutas.
E, queiramos, ou não, aprendemos.
Uma boa lição, uma lição necessária, uma lição para a vida.
E vida vai embora...
Segue seu rumo, na verdade. Quem vai embora somos nós.
A Vida é muito mais do que eu, você, seu bonsai, ou sua tartaruga.
A Vida é o mundo, o universo.
Tentamos cegamente perseguir a Vida, correr atrás dela,
Com medo de deixar para trás, de não terminar, de não se completar.
Qual ninfa efemérida, apressamo-nos, embolamo-nos, atropelamo-nos
Para deixar nossa marca ou qualquer prova de nossa existência.
Quando achamos que em nada mais podemos evoluir,
Estamos com o peso do Descanso nas costas. E tristes, muitas vezes.
E falha-nos a compreensão do Plano:
Não é o Tempo. Ou melhor, não é o seu tempo. É o seu caminho.
Por onde andou? Com quem se encontrou? Com quem foi, ou quem trouxe?
Ainda, o que levou? Não para a terra. Para a Vida.
Não interessa se o mundo acaba hoje, se falaram que ia, se esperam que aconteça.
Viva. Todos os dias. Sem medo de existir.
Pois efêmera é a nossa passagem.
Mas a nossa existência...

Braulio A. Freire